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krisis

Beiträge zur Kritik der Warengesellschaft

Artikel zum Thema »Ohne thematische Zuordnung« von Cláudio Roberto Duarte

31.12.2004 Beitrag drucken

VERDADES SANGRENTAS

Paradoxos na crítica da modernidade em Nietzsche

‘Eu não sei o que significa uma verdade objetiva, todas as verdades são, para mim, verdades sangrentas” — Nietzsche

Fenomenologia dos Paradoxos em Nietzsche

‘Nós, homens modernos’, diz Nietzsche na 2ª dissertação de Para a Genealogia da Moral (II, § 24, [abrev. = GM] [1]), ‘somos herdeiros da milenar vivisecção da consciência e da auto-tortura desse animal que somos nós: é o nosso mais longo exercício, talvez nossa vocação artística, sem dúvida nosso refinamento, nossa perversão do gosto’. E, na sua autobiografia, descreve esse livro e esse texto em especial como o caminho fenomenológico da revelação de uma ‘verdade nova’: ‘A crueldade pela primeira vez revelada como um dos mais antigos e indeléveis substratos da cultura’ (Ecce Homo [abrev. = EH], sobre ‘Genealogia da Moral’).

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31.12.2001 Beitrag drucken

CRISE DA CIDADE E FETICHE DO TRABALHO

A urbanização brasileira e a reprodução crítica de uma sociedade do trabalho pós-catastrófica

Cláudio R. Duarte e Caio B. Mello*

Das promessas e explosão do urbano mundial às ideologias do seu desenvolvimento no Brasil

“A Idade Média… tem como ponto de partida o campo, para desenvolver-se em seguida através da oposição entre a cidade e o campo. A história moderna é a história da urbanização do campo, e não, como entre os antigos, a da ruralização da cidade”, escreve Marx nos Grundrisse (1953:p.382). E hoje a urbanização mundial alcança aparentemente os limites da superação da secular divisão territorial do trabalho entre campo e cidade. Vários países do Norte, mas também do Sul, atingem cerca de 75% (como é o caso do Brasil) até 95% (Inglaterra) de população urbana. O urbano e seu modo de vida – desde sempre ligado ao dinheiro e à troca de mercadorias, base originária da burguesia comercial e industrial, do exército e do Estado moderno – se estendem por todo território. Assim, neste início de século o urbano parece concentrar e conter o devir da história do capital.

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31.12.2001 Beitrag drucken

TESES CONTRA A AFIRMAÇÃO DO SUJEITO

Cláudio R. Duarte e Caio B. Mello*

1. O mundo pré-moderno é o mundo sem sujeito. Com efeito, nem sempre o homem foi sujeito. Nem sempre ele concebeu-se como sujeito. Encravado nas condições objetivas da natureza, diluído na segunda objetividade de sua cultura, ele pouco se diferencia ainda de seu espaço social. Um trovão, o curso dos astros, uma seca ou uma fera eram todos fenômenos mais que naturais, sobrenaturais – manifestações de uma substância oculta, por vezes chamada mana ou força originária, primeiro motor, deus. O homem é a cria de sua própria linguagem, de seus mitos, de seus medos, de sua própria práxis vital, de sua potência impotente.

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31.12.2001 Beitrag drucken

Auschwitz após educação

Desdobramentos da crítica ao fetichismo das relações sociais em Adorno

Cláudio Roberto Duarte

Resumo:

Em “Educação após Auschwitz” Theodor W. Adorno sugere que as condições sociais objetivas que empurraram a humanidade à barbárie já são a barbárie, e não somente seus resultados mais terríveis. A “educação contra a barbárie” exige portanto uma crítica radical dessas mediações objetivas e subjetivas pressupostas, que, segundo nossa compreensão, aponta para o caráter fetichista da sociedade da mercadoria, do processo (de-)formativo pelo trabalho social abstrato e o atual caráter da ideologia, numa fase de “ideologia zero”. Por outro lado, contra a resignação, aponta para a constituição de uma “imanência fora da imanência” da “abstração real” do trabalho social e da forma-valor.

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31.12.1999 Beitrag drucken

O ponto aporético e sem retorno

As razões de um “Manifesto Contra o Trabalho”.

“Não basta que as condições de trabalho apareçam num pólo como capital e no outro pólo, pessoas que nada têm para vender a não ser sua força de trabalho. Não basta também forçarem-nas a se venderem voluntariamente. Na evolução da produção capitalista, desenvolve-se uma classe trabalhadora que, por educação, tradição, costume, reconhece as exigências daquele modo de produção como leis naturais evidentes” — Marx, O capital

Cláudio Roberto Duarte – Mestrando Geog.Humana-USP, Prof. Ens. Fundam. do Município de São Paulo.

“O trabalho é a mediação fundamental na relação homem e natureza, pois só através dele o homem sobrevive”. Quantas vezes usamos este teorema, esta identidade antropológica, para fundar positivamente nossas análises ? Mas que é isso de “Manifesto Contra o Trabalho” desses alemães do Grupo Krisis ?

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