31.12.2007
Anläufe zum Verstehen und zur Kritik eines Features postmodernen Lebens
Streifzüge 41/2007
Lorenz Glatz
0. Vorspiel
“Lifelong guidance” ist nicht nur eine Fortentwicklung und Ausweitung von ebensolchem “learning”, es ist auch ein deutlicher und ehrlicherer Name für das, was derzeit als Erfordernis postmoderner Lebensweise über uns hereinbricht. Erwerb von Wissen und Fertigkeiten ist schon lange nur ein Teil der “guten Führung”, ohne die eins in der Arbeitsgesellschaft keine Stellung bekommen und halten kann. Schließlich war bereits am Anbeginn der Schulpflicht die Disziplin der Schulglocke und des Rohrstocks mindestens ebenso wichtig wie das Lesen und Schreiben. Und die Armee der allgemeinen Wehrpflicht erklärte als “Schule der Nation” ihren Rekruten gleich nach dem ersten Wecken, dass sie hier “zu Menschen” gedrillt werden sollen.
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31.12.2004
spanische Version
Wenn die Irrtümer verbraucht sind
Sitzt als letzter Gesellschafter
Uns das Nichts gegenüber.
Brecht
von Lorenz Glatz
200 Menschen wurden wahllos bei Anschlägen gegen Pendlerzüge in Madrid ermordet, über 1000 verletzt – die Politiker aller zivilisierten Länder gaben ihrer Empörung Ausdruck, Millionen Menschen in Spanien und in anderen Ländern demonstrierten für Verfassung und Demokratie und gegen den Terror. Die Gesellschaft will ihre Ordnung verteidigen. Nur auf dem Boden dieser Ordnung, an die sich die Massen in demokratischer Selbstbeherrschung gebunden haben, darf gestritten werden. Nation, Staat, Eigentum, Arbeit werden als festes Fundament beschworen. Auch die Antiimperialisten machen da keine Ausnahme – der “nationale Befreiungskampf”, ja selbst der “islamische Widerstand” sind für sie nur Methoden, die heiligen Grundprinzipien zu wahrer Geltung zu bringen.
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31.12.2004
deutsche Version
Publicado originariamente no site da revista Streifzuege (Vienna) em 15.03.2004
Se os enganos se desfazem
Cabe-nos encarar o nada
Como última companhia.
Brecht
Lorenz Glatz
Duzentos seres humanos foram assassinados nos atentados contra os comboios suburbanos em Madrid, mais de mil ficaram feridos – os políticos de todos os países civilizados expressaram a sua indignação, milhões de pessoas em Espanha e noutros países manifestaram-se pela constituição, pela democracia e contra o terror. A sociedade quer defender a sua ordem, em torno da qual as massas se coligaram em auto-controle democrático. Nação, estado, propriedade, trabalho, são jurados como princípios eternos. Nem os anti-imperialistas constituem excepção – a “luta de libertação nacional”, a própria “resistência islâmica” são para eles apenas métodos de tornar verdadeiramente válidos os sagrados princípios fundamentais.
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31.12.2001
A paz existe apenas para além do mercado e do estado.
deutsche Version
Publicado em Streifzuege em Setembro de 2001
Lorenz Glatz
Igualdade
As mais de 6.000 vítimas dos atentados assassinos contra o World Trade Center em Nova Iorque e o Pentágono em Washington despoletaram no mundo ocidental uma gigantesca onda de horror e consternação. Mas será que o que esteve na sua origem foi mesmo apenas o horror perante o acto criminoso e a compaixão para com os assassinados e as respectivas famílias? Por que será então que, na última dúzia de anos, não houve qualquer reacção minimamente comparável perante os 7.000 civis mortos no bombardeamento de larga escala dos bairros pobres da Cidade do Panamá, as centenas de milhares de mortos causadas pela guerra contra o Iraque e pelo embargo subsequente, ou as pessoas despedaçadas e contaminadas com radioactividade na Jugoslávia? Até as 800.000 pessoas que foram vitimadas pelo massacre do Ruanda mal fizeram a conversa de um dia.
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