CRISE DA CIDADE E FETICHE DO TRABALHO
Erstellt von admin am 31. Dezember 2001
A urbanização brasileira e a reprodução crítica de uma sociedade do trabalho pós-catastrófica
Cláudio R. Duarte e Caio B. Mello*
Das promessas e explosão do urbano mundial às ideologias do seu desenvolvimento no Brasil
“A Idade Média… tem como ponto de partida o campo, para desenvolver-se em seguida através da oposição entre a cidade e o campo. A história moderna é a história da urbanização do campo, e não, como entre os antigos, a da ruralização da cidade”, escreve Marx nos Grundrisse (1953:p.382). E hoje a urbanização mundial alcança aparentemente os limites da superação da secular divisão territorial do trabalho entre campo e cidade. Vários países do Norte, mas também do Sul, atingem cerca de 75% (como é o caso do Brasil) até 95% (Inglaterra) de população urbana. O urbano e seu modo de vida – desde sempre ligado ao dinheiro e à troca de mercadorias, base originária da burguesia comercial e industrial, do exército e do Estado moderno – se estendem por todo território. Assim, neste início de século o urbano parece concentrar e conter o devir da história do capital.
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