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Out of Area – Out of Control
Sociedade da mercadoria e resistência na era da desregulamentação e desestatização
Deutsche Version Teil 1 – Teil 2
Ernst Lohoff Weiterlesen »
The Road to Nowhere (Português)
Publicado em www.krisis.org em Setembro de 2001
Franz Schandl
Enduring freedom é como, afinal, se chama o novo campeão de vendas da administração dos EUA. Não há dúvida que seja mesmo essa a intenção. Não se trata de uma piada, de nenhuma paródia, de nenhum mau filme. É a sério. E á mortal. Um Domingo destes foi dado o tiro de partida.
OS VALORES OCIDENTAIS SÃO APENAS O OUTRO LADO DO CULTURALISMO
Entrevista de Norbert Trenkle a Salih Selcuk para a revista YARIN
Salin Selcuk – Apesar do forte apelo que as ideologias culturalistas ainda possuem (Huntington, Bin Laden, micronacionalistas, neo-antisemitas, etc.), o chamado para explicações político-econômicas da atual situação mundial ganhou mais voz. O tempo do culturalismo já passou?
VERDADES SANGRENTAS
Paradoxos na crítica da modernidade em Nietzsche
‘Eu não sei o que significa uma verdade objetiva, todas as verdades são, para mim, verdades sangrentas” — Nietzsche
Fenomenologia dos Paradoxos em Nietzsche
‘Nós, homens modernos’, diz Nietzsche na 2ª dissertação de Para a Genealogia da Moral (II, § 24, [abrev. = GM] [1]), ‘somos herdeiros da milenar vivisecção da consciência e da auto-tortura desse animal que somos nós: é o nosso mais longo exercício, talvez nossa vocação artística, sem dúvida nosso refinamento, nossa perversão do gosto’. E, na sua autobiografia, descreve esse livro e esse texto em especial como o caminho fenomenológico da revelação de uma ‘verdade nova’: ‘A crueldade pela primeira vez revelada como um dos mais antigos e indeléveis substratos da cultura’ (Ecce Homo [abrev. = EH], sobre ‘Genealogia da Moral’).
O QUE É A “KRISIS”?
A Krisis é, em primeiro lugar, uma Revista teórica que reúne contributos para a crítica da sociedade da mercadoria. Mas é, na realidade, mais do que isso, a saber, um ponto de encontro pouco organizado para a discussão entre pessoas, grupos e movimentos que não aceitam a alegada falta de alternativa ao sistema mundial capitalista.
O QUE É O VALOR?
Da essência do capitalismo – uma introdução
Christian Höner
Os primeiros teóricos do valor foram os grandes expoentes da economia burguesa, Adam Smith e David Ricardo. Eles partiam do ponto de vista de que o trabalho necessário para realizar um produto constituía seu valor. O trabalho despendido reencontra-se de certa maneira na mercadoria e dá-lhe assim a qualidade de possuidora do valor. Smith e Ricardo não queriam ou não podiam responder à pergunta sobre por que, em resumo, nas sociedades produtoras de mercadorias os produtos recebem um determinado valor. A resposta a essa pergunta foi dada por Karl Marx, um crítico do sistema de produção mercantil. Nele a explicação do valor também parte da análise da mercadoria. O que há então de tão fundamental a ser descoberto na mercadoria? Weiterlesen »
A descida do eu aos infernos
Da forma de morte da vontade destituída de sentido em Kant
O cerne da vossa liberdade de ora em diante será estardes habilitados a escolherdes as vossas próprias faltas de liberdade. — L. Henning, director do liceu do meu filho no seu discurso aos finalistas
Karl-Heinz Wedel
Sempre de novo a Modernidade – sempre de novo o Iluminismo, sempre de novo a Liberdade e a Igualdade. Muito tempo se trabalhou no edifício da sociedade burguesa, e eis que era inabitável. A razão e a livre vontade não são apenas duas das pedras que compõem esse edifício, constituindo antes as suas próprias fundações. Kant descreveu as singulares qualidades destas categorias centrais burguesas, e por isso o intento deste texto consiste em verter um pouco mais de luz sobre a questão da constituição formal burguesa da vontade e da liberdade com recurso à versão kantiana desses conceitos. Evidentemente o filósofo de Königsberg [hoje Kaliningrado – N.d.Tr.] não tinha a mínima objecção à qualidade paradoxal do sujeito burguês quando, como ninguém antes dele, descreveu de forma “crítica” as dimensões da “livre” vontade. O conceito da crítica em Kant, parecendo à primeira vista delimitar a validade da razão moderna, acaba, no entanto, por ser uma mera expressão dos princípios formais inconscientemente constituídos da produção de mercadorias e das respectivas categorias. Ainda assim, os trabalhos de Kant continuam a ser essenciais a uma análise crítica no sentido de uma emancipação precisamente dos mesmos princípios formais, na medida em que ele, ao mesmo tempo, admite a impossibilidade e o carácter paradoxal desse mesmo indivíduo “livre”, pondo assim a descoberto as condições da sociedade das mercadorias que em última análise acabam por ser fantasticamente loucas. Só “a descida ao inferno do conhecimento de si próprio abre o caminho para a divinização” (MdS, A 104). A constituição racional do indivíduo burguês remete-o a todo o momento para o seu oposto irracional. Este lado da filosofia de Kant foi sempre escamoteado de forma positivista pela história das ideologias burguesa, exercitando-se em um crescendo de banalizações (1). Perante o desenvolvimento de crise das formas de relacionamento burguesas e das destruições a ele associadas parece mais que chegado o momento de nos prestarmos contas críticas sobre os fundamentos dessas formas.
Prática Emancipatória e Teoria Crítica da Felicidade
Felicidade e infelicidade em A-dos-Patos
Roger Behrens
“A felicidade é infinitamente variada em termos qualitativos, a infelicidade é apenas quantitativa.” — Horkheimer, Notizen und Dämmerung [Notas e Ocaso], Francoforte do Meno 1974, p. 46



